Sobre

Dr. Rafael Vargas

Dr. Rafael Vargas — Médico Ortopedista

Sou Rafael Vargas Silva, médico ortopedista (CRM-SP 226103), com prática dedicada à reconstrução e ao alongamento ósseo e à ortopedia pediátrica. Atendo crianças e adultos com deformidades complexas dos membros, discrepância de comprimento dos membros (anisomelia, quando um braço ou uma perna é mais curto que o outro), pseudartroses e sequelas de fraturas e infecções. Nesta página, conto um pouco da minha formação e de como costumo conduzir cada atendimento.

Formação e títulos

Realizei a Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pela PUC-SP, em Sorocaba (SP) — o período de treinamento em serviço, sob supervisão, que forma o médico ortopedista.

Sou especialista em Ortopedia e Traumatologia, com Registro de Qualificação de Especialista (RQE 137901). O RQE é o registro que comprova, junto ao Conselho de Medicina, a formação do médico naquela especialidade e o autoriza a se apresentar como especialista.

Aprofundei a formação com fellowship (treinamento avançado após a residência) em Ortopedia Pediátrica e em Reconstrução e Alongamento Ósseo no HCFMUSP — Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, referência nacional nessas áreas. É dessa dupla formação que nasce a prática que mantenho hoje: os casos complexos dos membros, na criança e no adulto.

Sou titulado em Ortopedia Pediátrica — Título de Especialista (TEPOP nº 1094), concedido pela SBOP (Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica), da qual sou membro titulado. No Brasil, a ortopedia pediátrica é uma área de atuação derivada da Ortopedia e Traumatologia: ela cuida dos ossos, das articulações, dos músculos, dos tendões e dos ligamentos de crianças e adolescentes, levando em conta aquilo que os torna diferentes dos adultos. O ponto central é o esqueleto ainda em crescimento — em especial as placas de crescimento (fises), regiões próximas às extremidades dos ossos que respondem pelo ganho de comprimento durante a infância e a adolescência e que pedem atenção específica tanto no diagnóstico quanto no tratamento.

Como trabalho

Procuro organizar cada atendimento em torno de quatro compromissos: a busca de um diagnóstico preciso, a decisão compartilhada, o planejamento em etapas e o acompanhamento de longo prazo.

A busca de um diagnóstico preciso vem primeiro porque, nas deformidades dos membros e na anisomelia, medir bem é o ponto de partida. Isso significa ouvir a história com calma, examinar com atenção e usar exames de imagem para caracterizar cada eixo, cada ângulo e cada centímetro envolvidos antes de qualquer decisão.

Decisão compartilhada porque raramente existe um único caminho possível. Meu papel é explicar, em linguagem clara, o que os exames mostram, quais são as alternativas — incluindo, quando cabível, a de apenas observar — e o que se busca com cada uma delas, com seus benefícios esperados, limites e riscos. A escolha é construída junto com o paciente e, no caso das crianças, com a família; sempre que a idade permite, a própria criança participa da conversa.

Planejamento em etapas porque boa parte das reconstruções e dos alongamentos ósseos não acontece em um único momento: são tratamentos que se desenvolvem ao longo de meses e, às vezes, acompanham o próprio crescimento da criança. Num alongamento ósseo, por exemplo, costuma haver uma fase de preparo, a cirurgia, o período de alongamento propriamente dito, a consolidação do osso novo e a reabilitação — e cada fase tem ritmo e cuidados próprios. Prefiro que o paciente e a família entendam o mapa completo desde o início, com o que se espera de cada fase.

Acompanhamento de longo prazo porque a evolução de um tratamento ortopédico se avalia no tempo — e, em crianças, muitas vezes até o fim do crescimento. Na prática, isso significa consultas de revisão, exames de controle em intervalos definidos e, nas crianças, o acompanhamento do crescimento remanescente, que pode mudar a leitura do quadro ao longo dos anos. Cada caso é único e exige avaliação individual; nenhuma informação deste site substitui a consulta médica.

O que trato

Minha prática é dedicada à reconstrução e ao alongamento ósseo e à ortopedia pediátrica, em crianças e adultos. Isso inclui deformidades complexas dos membros — quando a perna ou o braço cresce ou consolida desalinhado, angulado ou rodado —, de origem congênita (presente desde o nascimento) ou adquirida ao longo da vida, como as fraturas que consolidaram em posição inadequada, as infecções ósseas e as lesões da placa de crescimento.

Inclui também a discrepância de comprimento dos membros (anisomelia), as pseudartroses (quando um osso fraturado não consolida, isto é, não "cola" no tempo esperado) e as sequelas de fraturas e de infecções ósseas. Vale lembrar que pequenas diferenças de comprimento entre as pernas são comuns na população e, muitas vezes, não exigem qualquer tratamento; diferenças maiores, ou que aumentam conforme a criança cresce, merecem avaliação.

São condições que costumam pedir avaliação detalhada e tratamento individualizado, que pode ir do acompanhamento clínico a cirurgias reconstrutivas planejadas em etapas. Em crianças, algumas dessas condições mudam de comportamento conforme o crescimento avança; por isso, o momento de tratar — e até a escolha de simplesmente acompanhar por um período — faz parte da decisão. O objetivo do tratamento, em cada caso, é definido em conjunto, a partir do que a avaliação mostrar.

Onde atendo

Atendo em consultório particular, por agendamento, na Av. Paulista, 2064 — Bela Vista, em São Paulo (SP). Para quem é de outra cidade ou já está em acompanhamento, ofereço também teleconsulta — uma primeira conversa a distância para revisar exames e orientar os próximos passos, quando a situação permite.

A consulta é o espaço para avaliar cada situação individualmente: revisar exames, examinar, medir e conversar sobre os caminhos possíveis. Para aproveitar melhor esse momento, vale levar exames de imagem anteriores, relatórios médicos e, no caso das crianças, a caderneta de saúde. Se você ou seu filho convive com alguma das condições descritas aqui, a avaliação presencial é o primeiro passo para entender o quadro e conhecer as alternativas disponíveis.

Vale reforçar o que orienta todo este site: cada caso é único e exige avaliação individual, e as informações desta página têm caráter educativo — elas não substituem a consulta médica nem permitem conclusões sobre uma situação específica.

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